Tensão Pré Menstrual, Dr. Luiz Bahamondes,
Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Córdoba – Argentina, radicado no Brasil desde 1977, o Dr. Luis Bahamondes é Professor Titular do Departamento de Toco-Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP (Universidade de Campinas). Coordenando e atendendo no CAISM - Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher, conhece muito bem os sintomas e conseqüências da TPM para a mulher, participando, inclusive, de grupos internacionais de estudo sobre o tema. O Dr. Bahamondes deixou um pouco suas atividades para conceder esta entrevista ao programa ATO e dividir um pouco seus conhecimentos sobre a TPM, que hoje em dia afeta a qualidade de vida da mulher. Conhecer seus sintomas e como combater esta situação representa condição essencial para a mulher ter uma vida saudável e produtiva.
por Susana Denicol
1) O que é tensão pré-menstrual - TPM?
R. É um conjunto de sintomas físicos e psicológicos que acometem a mulher alguns dias antes da menstruação e que desaparecem quando a mulher menstrua.
2) O que causa a TPM?
R. Existem várias teorias para explicar a TPM, entre elas, causas genéticas, aumento de alguns hormônios no corpo, retenção de líquidos e stress.
3) Como a TPM afeta a qualidade de vida das mulheres?
R. A vida das mulheres é profundamente afetada pela TPM, dependendo da severidade dos sintomas, com baixa produtividade no trabalho motivada pela falta de concentração e energia, faltas ao trabalho, abandono temporário das atividades esportivas e do lazer, afeta a vida conjugal, as relações sexuais, etc.
4) Quais são os sintomas da TPM?
R. São vários os sintomas da TPM,sendo as queixas mais comuns: a retenção de líquidos com inchaço, conhecido como edema, dores tipo cólicas no baixo ventre , nervosismo, irritabilidade, dor nas mamas, chegando nos casos mais graves aos sintomas psiquiátricos. Boa parte dos crimes, atos violentos e acidentes entre mulheres ocorrem nos dias anteriores à menstruação.
5) Como posso saber se tenho TPM?
R. A mulher deve consultar seu médico ginecologista, o qual tem uma série de gráficos e tabelas de sintomas para serem preenchidos com a finalidade de avaliar se uma mulher tem ou não TPM.
6) A TPM tem cura?
R. Sim, existem numerosos medicamentos que ajudam a resolver o problema.
7) Existem tratamentos para todos os sintomas da TPM?
R.Sim, existem numerosos medicamentos que ajudam a resolver o problema.
8) Dizem que a pílula contraceptiva é indicada para o tratamento da TPM?
R. Sim, no entanto, não são todas as pílulas que resolvem o problema da TPM, devem ser utilizadas aquelas que possuem um hormônio similar ao produzido pela mulher, que impede a retenção de líquidos, preferencialmente com menos dias de intervalo entre as cartelas.
9) Por quanto tempo a mulher deve tratar a TPM?
R. O ideal seria entre 6 meses e um ano, para em seguida reavaliar com o médico o que acontece. A critério do médico ela poderá permanecer por períodos maiores utilizando o tratamento para evitar que os sintomas reapareçam.
10) Que atitudes adotar no dia a dia para prevenir ou minimizar o impacto da TPM na vida das mulheres?
R. A prática de exercícios físicos pode ajudar pois aumenta a sensação de bem estar, uma dieta equilibrada, com baixa quantidade de calorias e rica em vitaminas e sais minerais, além da adoção de um comportamento que ajude na redução do stress, evitando situações de confronto e tensão pode ajudar na melhoria dos sintomas de TPM.
As informações contidas nesta página são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem as recomendações e opiniões da Bayer Schering Pharma.
Educadores.
Fonte> http://programa-ato.com.br/home.php
Desde 2008 venho desenvolvendo um projeto chamado "Vale Sonhar" - projeto desenvolvido pelo Instituto Kaplan e que foi inserido nas escolas estaduais. Este projeto, desde então, vem me despertando o gosto de trabalhar questões na área, já que muitas de nossos adolescentes deixam de sonhar com melhores expectativas de vida para enfrentar, precocemente, uma gravidez indesejada.
Sejam Bem-Vindos!!!!
Sejam bem-vindos ao meu blog!!! Ele deverá ser um espaço de discussões e de crescimento em relação a um tema tão discutido nas rodas de conversas dos jovens . Mas, por que será que estas questões de sexualidade ainda são tabus em grande parte das famílias brasileiras?
A questão acima é provocadora. Espero que todos vocês contribuam para conversas e discussões sobre o tema participando deste projeto juntamente comigo.
A questão acima é provocadora. Espero que todos vocês contribuam para conversas e discussões sobre o tema participando deste projeto juntamente comigo.
Quem sou eu
- Silvaneide Mendonça dos Santos
- Sou Silvaneide Mendonça dos Santos.Graduada em Serviço Social e Letras pela Universidade Federal de Alagoas e Pós graduada em Novas Tecnologias em Educação pela PUC-RIO. Professora há 5 anos na Escola Estadual Rosalvo Ribeiro. Leciono as disciplinas: Língua Portuguesa, Inglês e Literatura com turmas do ensino médio.Atualmente,sou coordenadora pedagógica desta escola estadual. A sede de aprender é sempre constante em minha vida. Este blog é mais um aprendizado e que gostaria de compartilhar com todos vocês.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Documentário: "As Meninas"
Assistimos, esta semana, ao um documentário sobre quatro adolescentes que, precocemente, engravidaram. O vídeo mostra a dura realidade de cada uma no que diz respeito a sua vida após as gestações indesejadas. Agora é a sua vez!!!
Comente o documentário contribuindo de forma positiva nesta nova postagem. Conto com todos vocês!!!
Comente o documentário contribuindo de forma positiva nesta nova postagem. Conto com todos vocês!!!
sábado, 25 de setembro de 2010
EDUCAÇÃO SEXUAL - INFORMAÇÃO É A MELHOR SOLUÇÃO
EDUCAÇÃO SEXUAL - INFORMAÇÃO É A MELHOR SOLUÇÃO
20/9/2010- Estudo apóia educação sexual na rede pública
Estudo vê necessidade de educação sexual em Rede Pública
A educação sexual deveria estar presente na grade curricular dos jovens no ensino fundamental. A constatação é de uma pesquisa da Faculdade de Enfermagem da USP de Ribeirão. Entrevistas com 44 alunos de sétima e oitava séries de uma escola estadual da cidade comprovaram que os jovens têm muitas dúvidas sobre a sexualidade e se sentem envergonhados para esclarecê-las.
Segundo a autora da tese, Julieta Seixas Moizés, o objetivo do trabalho foi perceber como os professores e os alunos lidam com a sexualidade na escola e o resultado mostrou que o tema ainda não tem a atenção devida nas aulas. “Pelas pesquisas que fiz com os estudantes, eles gostariam muito que tivesse educação sexual na escola, que é, inclusive, um tema transversal, mas que não é muito trabalhado”, afirmou.
Temas transversais são assuntos determinados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, do Ministério da Educação, que devem ser trabalhados nas instituições escolares de todo o País. Segundo Julieta, a sexualidade entra em disciplinas como ciências, mas que deveria aparecer mais. “Seria interessante haver uma disciplina sobre isso. Como não encontrei uma escola assim durante o trabalho, a sugestão que penso é que as matérias que abordam o assunto tivessem mais de uma aula sobre ele”, afirmou. Ainda segundo ela, é importante que os professores tenham contato com o assunto. “A forma como abordar o tema não é muito presente na graduação dos profissionais, por isso é preciso cuidado”, disse.
20/9/2010- Estudo apóia educação sexual na rede pública
Estudo vê necessidade de educação sexual em Rede Pública
A educação sexual deveria estar presente na grade curricular dos jovens no ensino fundamental. A constatação é de uma pesquisa da Faculdade de Enfermagem da USP de Ribeirão. Entrevistas com 44 alunos de sétima e oitava séries de uma escola estadual da cidade comprovaram que os jovens têm muitas dúvidas sobre a sexualidade e se sentem envergonhados para esclarecê-las.
Segundo a autora da tese, Julieta Seixas Moizés, o objetivo do trabalho foi perceber como os professores e os alunos lidam com a sexualidade na escola e o resultado mostrou que o tema ainda não tem a atenção devida nas aulas. “Pelas pesquisas que fiz com os estudantes, eles gostariam muito que tivesse educação sexual na escola, que é, inclusive, um tema transversal, mas que não é muito trabalhado”, afirmou.
Temas transversais são assuntos determinados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, do Ministério da Educação, que devem ser trabalhados nas instituições escolares de todo o País. Segundo Julieta, a sexualidade entra em disciplinas como ciências, mas que deveria aparecer mais. “Seria interessante haver uma disciplina sobre isso. Como não encontrei uma escola assim durante o trabalho, a sugestão que penso é que as matérias que abordam o assunto tivessem mais de uma aula sobre ele”, afirmou. Ainda segundo ela, é importante que os professores tenham contato com o assunto. “A forma como abordar o tema não é muito presente na graduação dos profissionais, por isso é preciso cuidado”, disse.
domingo, 12 de setembro de 2010
Reflexão da terceira oficina
REFLEXÃO DA TERCEIRA OFICINA
A terceira oficina tem como objetivo mostrar que “Engravidar é uma escolha”. Com este tema o foco é conhecer os métodos contraceptivos de barreira, hormonais, naturais, químicos, DIU e definitivos que, muitos de nossos alunos não conhecem e nem têm acesso.
Mais uma vez, a aprendizagem se passa através de um jogo “tiro ao alvo” onde cada grupo tem a chance de responder a algumas perguntas propostas de acordo com a cor que o grupo acertou no tiro ao alvo.
Nesta oficina, eles podem verificar que além da camisinha masculina e feminina, existem outros métodos que, também, podem prevenir uma gravidez indesejada.
Uma outra questão que é colocada nesta oficina é com relação a pílula do dia seguinte. Muitas jovens a utiliza como contraceptivo e sabemos que não é. Acho que é de fundamental importância mostrar esta questão séria para muitos jovens que tem usado como prática.
A terceira oficina tem como objetivo mostrar que “Engravidar é uma escolha”. Com este tema o foco é conhecer os métodos contraceptivos de barreira, hormonais, naturais, químicos, DIU e definitivos que, muitos de nossos alunos não conhecem e nem têm acesso.
Mais uma vez, a aprendizagem se passa através de um jogo “tiro ao alvo” onde cada grupo tem a chance de responder a algumas perguntas propostas de acordo com a cor que o grupo acertou no tiro ao alvo.
Nesta oficina, eles podem verificar que além da camisinha masculina e feminina, existem outros métodos que, também, podem prevenir uma gravidez indesejada.
Uma outra questão que é colocada nesta oficina é com relação a pílula do dia seguinte. Muitas jovens a utiliza como contraceptivo e sabemos que não é. Acho que é de fundamental importância mostrar esta questão séria para muitos jovens que tem usado como prática.
REFLEXÃO DA SEGUNDA OFICINA
Fizemos a segunda oficina em agosto e os alunos, mais uma vez, aprenderam com as propostas de trabalho sugeridas pela oficina.
O tema é “Nem toda relação sexual engravida” e o foco é mostrar aos alunos que nem toda prática sexual engravida. Falando deste assunto, os alunos podem aprender ideias e fatos que no dia-a-dia eles acabam sabendo de forma limitada ou até muitas vezes errada.
Ao final da oficina, eu proponho sempre uma avaliação do trabalho. Nesta hora, várias questões são colocadas. Ao perguntar, por exemplo, quais os pontos positivos desta oficina, eles colocaram as seguintes respostas:
“ Conhecemos melhor o nosso corpo, evitar a gravidez como também das doenças sexualmente transmissíveis.”
“Aprendemos como podemos engravidar ou não. Conhecemos como funcionam os aparelhos reprodutores masculino e feminino.”
Outra pergunta que fiz está relacionada as informações que eles aprenderam e se acham importante repassá-las?
Todos concordam que essas informações são de grande importância para que os jovens, caso tenham uma vida sexual ativa, saibam se prevenir.
Percebi que o trabalho teve um resultado positivo, a medida que, muitas questões e dúvidas foram tiradas. Todos aprendendo juntos e um interagindo com o outro. Receita certa para uma boa aprendizagem. Vocês não acham?
O tema é “Nem toda relação sexual engravida” e o foco é mostrar aos alunos que nem toda prática sexual engravida. Falando deste assunto, os alunos podem aprender ideias e fatos que no dia-a-dia eles acabam sabendo de forma limitada ou até muitas vezes errada.
Ao final da oficina, eu proponho sempre uma avaliação do trabalho. Nesta hora, várias questões são colocadas. Ao perguntar, por exemplo, quais os pontos positivos desta oficina, eles colocaram as seguintes respostas:
“ Conhecemos melhor o nosso corpo, evitar a gravidez como também das doenças sexualmente transmissíveis.”
“Aprendemos como podemos engravidar ou não. Conhecemos como funcionam os aparelhos reprodutores masculino e feminino.”
Outra pergunta que fiz está relacionada as informações que eles aprenderam e se acham importante repassá-las?
Todos concordam que essas informações são de grande importância para que os jovens, caso tenham uma vida sexual ativa, saibam se prevenir.
Percebi que o trabalho teve um resultado positivo, a medida que, muitas questões e dúvidas foram tiradas. Todos aprendendo juntos e um interagindo com o outro. Receita certa para uma boa aprendizagem. Vocês não acham?
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Mas afinal!!! O que é Sexualidade
O ser humano tem como sua aspiração maior a busca de prazeres. A percepção do prazer varia de pessoa a pessoa, de acordo com sua história pessoal e social.
Chama-se de sexualidade a todas as formas, jeitos, maneiras como as pessoas expressam a busca do prazer. Se uma pessoa , por exemplo, dança e no momento em que está dançando, ela está sentindo prazer. Da mesma forma, quando alguém nada, bebe ou tem uma relação sexual.
É muito importante entender que entre a busca de prazer e o encontro deste existe uma distância. O encontro do prazer no exercício da sexualidade depende de uma séria de fatores, que compõem a história das pessoas: sua relação consigo mesmas, com os outros e com o mundo.
Quando se entende que a sexualidade está apenas vinculada ao aspecto da relação sexual se diz GENITALIDADE, isto é , centrada nos genitais. Esta abordagem, apesar de restritiva, nos leva a pensar que sobre a relação sexual é preciso ainda muito diálogo,pois pairam dúvidas, culpas, medos, pressões e repressões.
É muito importante aceitar que dúvidas são naturais. Elas acompanham todo o desenvolvimento do ser humano e aumentam e diminuem de acordo com as experiências, sejam elas opcionais ou impostas. As dúvidas relacionadas à sexualidade, passam pelo crivo de poder ser expostas ou não, pois apresentá-las pode sugerir falta de conhecimento ou imaturidade. Imagina...querer saber algo que para a maioria pode parecer tão óbvio...e de repente faz-se a opção pelo benefício da dúvida e esse benefício pode custar caro...
Para construir confiança, resgatar o prazer e desvendar os mistérios é necessário acionar todos os meios disponíveis de informações. É preciso atitude para se lançar na aventura de poder sentir prazer e evitar riscos desnecessários.
Chama-se de sexualidade a todas as formas, jeitos, maneiras como as pessoas expressam a busca do prazer. Se uma pessoa , por exemplo, dança e no momento em que está dançando, ela está sentindo prazer. Da mesma forma, quando alguém nada, bebe ou tem uma relação sexual.
É muito importante entender que entre a busca de prazer e o encontro deste existe uma distância. O encontro do prazer no exercício da sexualidade depende de uma séria de fatores, que compõem a história das pessoas: sua relação consigo mesmas, com os outros e com o mundo.
Quando se entende que a sexualidade está apenas vinculada ao aspecto da relação sexual se diz GENITALIDADE, isto é , centrada nos genitais. Esta abordagem, apesar de restritiva, nos leva a pensar que sobre a relação sexual é preciso ainda muito diálogo,pois pairam dúvidas, culpas, medos, pressões e repressões.
É muito importante aceitar que dúvidas são naturais. Elas acompanham todo o desenvolvimento do ser humano e aumentam e diminuem de acordo com as experiências, sejam elas opcionais ou impostas. As dúvidas relacionadas à sexualidade, passam pelo crivo de poder ser expostas ou não, pois apresentá-las pode sugerir falta de conhecimento ou imaturidade. Imagina...querer saber algo que para a maioria pode parecer tão óbvio...e de repente faz-se a opção pelo benefício da dúvida e esse benefício pode custar caro...
Para construir confiança, resgatar o prazer e desvendar os mistérios é necessário acionar todos os meios disponíveis de informações. É preciso atitude para se lançar na aventura de poder sentir prazer e evitar riscos desnecessários.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
TEMA POLÊMICO: CAMISINHA NA ESCOLA?
<> Alunos discordam sobre distribuição de camisinhas em escolas
Pesquisa mostra que os adolescentes têm dificuldade de acesso ao preservativos. Governo quer oferecer instalação de máquinas de camisinhas em escolas do ensino médio.
A idéia só passa a valer a partir do ano que vem. Mas já está provocando a maior polêmica.Estudantes, pais e educadores discutem se está certo ou errado instalar máquinas para distribuição de camisinhas nas escolas públicas.
Falar de sexo? É claro que quando se fala de sexo se fala de tabu, se fala de preconceito, se fala de tradição, se fala de pecado. O que mais se fala de sexo? Silêncio na sala. Que timidez!
Quando se fala de sexo, se fala também em prevenção e é aí que ela, a camisinha, entra em cena ! É o melhor jeito de evitar a contaminação pelo vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, além de prevenir a gravidez.
“As pesquisas recentes indicam que jovens entre 13 e 19 anos têm uma vida sexualmente ativa. Se eles têm uma vida sexualmente ativa, seria uma atitude dissimulada fechar os olhos para esta realida de”, afirma a doutora em antropologia Micheline de Oliveira.
O Ministério da Saúde em parceria com o Unicef fez uma pesquisa e descobriu que os adolescentes têm dificuldade de acesso ao preservativo. Por isso, escolheu a escola para encurtar este caminho. Sem querer, criou uma polêmica: afinal, escola é lugar para distribuir camisinha?
“Neste local, onde eles estão juntos em turmas de amigos, ter este acesso de maneira, sem preconceito, sem discriminação, com facilitação, acho que é o nosso papel”, a firma o coordenador do Programa DST Aids, do Ministério da Saúde, Dirceu Grecco.
Até o início do ano que vem, pelo menos quarenta escolas públicas de três capitais brasileiras vão começar a testar as máquinas de camisinhas como a mostrada na reportagem.
Mas o que pensam os adolescentes, Os mais interessados no assunto?
“Eu não concordo com estas máquinas aqui dentro da escola, porque tem os postos de saúde que di sponibilizam. E eu acho que não é o local apropriado”, afirma um estudante Mateus Vasconcelos, de 16 anos.
“É muito mais fácil, Eu estou muito mais vezes aqui na escola do que no posto de saúde”, diz a jovem Thayna Estrela, de 15 anos.
“Dá vergonha você falar para outra pessoa o que você vai fazer. Isso daí é muito constrangedor. Seria melhor com uma máquina, que a máquina você pode contar para ela tranquilo, não dá vergonha”, comenta André Fuch, de 17 anos.
O Fantástico fez um teste e usou uma câmera escondida para observar a reação dos alunos. A máquina de camisinhas passou um dia inteiro em uma escola de Florianópolis. Veja em vídeo a curiosidade da turma.
Como o acesso vai ser liberado apenas para alunos do ensino médio, só eles receberam a senha. Usar a máquina é fácil, basta digitar os números e pronto: o preservativo sai na hora.
O interesse foi enorme. Das 300 camisinhas disponíveis, 190 foram retiradas.
Alunos, professores e pais de uma escola ainda estão discutindo, mas a maioria dos estudantes prefere que a máquina seja colocada em lugares como o banheiro.
As escolas não são obrigadas a receber a máquina, mas quem aceitar a oferta do Ministério da Saúde deve promover campanhas e discussões sobre educação sexual - assunto que gera muita polêmica!
“Eu acho que a escola não é o lugar mais apropriado para isso. Primeiro a educação sexual tem que vir de casa, dos pais”, afirma a estudante Carolina Cristina dos Santos, de 16 anos.
A discussão vai além dos muros da escola. “Eu acho que a escola é o lugar adequado que os adolescentes possam adquirir a camisinha, que muitas vezes eles não conseguem em casa”, diz o psiquiatra Francisco Baptista Neto.
Falar sobre sexo em família nem sempre é fácil. Um estudante diz que, em casa, nunca toca no assunto com os pais, “Até porque dá vergonha falar isso com os pais”, diz Lucas Ortiz, de 19 anos.
Seu Édio é pai de oito filhos e sete deles estudam na mesma escola. Todos eles teriam acesso à camisinha. Ao responder se acha que isso, de alguma forma, facilitaria a conversa sobre sexualidade dentro de casa.
“Com certeza, pelo simples fato de chegar em casa contando a novidade, eu creio que vai abrir uma discussão da família com os alunos. Isso vai provocar. Eu acho que vai vir dos filhos para com os pais, que na verdade deveria ser o contrário, dos pais para os filhos”, diz Édio dos Santos.
“Eu sou contra a distribuição da camisinha na escola pelo fato de se incentivar o início da vida sexual deles”, diz uma das mães, Andréa Voges.
Uma psicopedagoga diz que a escola já está sobrecarregada.
“Eu sou completamente contra. As escolas não estão preparadas para este passo, podendo estar banalizando o ato sexual em si, incitando essas crianças a uma vida precoce, sexual, e o passo seguinte seria perguntar agora: onde eles fariam uso destas camisinhas? Nos corredores das escolas?", diz a psicopedagoga Albertina Chraim.
Perguntamos ao jovem Thales Navarro, de 16 anos, o que ele pensaria ao ver a namorada dele com uma camisinha na mão.
“Como a cabeça do homem pensa né, que é uma guria periguete”, responde ele.
“Infelizmente, a sociedade brasileira ainda vê o uso do preservativo, da camisinha, de forma bastante preconceituosa. As pessoas ainda têm a idéia de que fazer a utilização da camisinha é alguma coisa promíscua”, afirma a antropóloga Micheline de Oliveira.
“Isso facilita o estudante a querer isso. Então, isso incita o estudante a pensar que é fácil e distancia da educação que você tem em casa”, diz Otávio Velas, de 16 anos.
“Eu não vou fazer sexo porque tem um negócio de camisinha no banheiro”, defende Thayná.
“Mas se eu quero fazer sexo, qual é o problema?”, questiona Thayná.
O debate está só começando.
Fonte: www.globo.com.br
AGORA É COM VOCÊ!!! O QUE ACHA SOBRE ESTE TEMA TÃO POLÊMICO? ESCREVA A SUA OPINIÃO A RESPEITO A FIM DE AMPLIARMOS ESTA DISCUSSÃO.
Pesquisa mostra que os adolescentes têm dificuldade de acesso ao preservativos. Governo quer oferecer instalação de máquinas de camisinhas em escolas do ensino médio.
A idéia só passa a valer a partir do ano que vem. Mas já está provocando a maior polêmica.Estudantes, pais e educadores discutem se está certo ou errado instalar máquinas para distribuição de camisinhas nas escolas públicas.
Falar de sexo? É claro que quando se fala de sexo se fala de tabu, se fala de preconceito, se fala de tradição, se fala de pecado. O que mais se fala de sexo? Silêncio na sala. Que timidez!
Quando se fala de sexo, se fala também em prevenção e é aí que ela, a camisinha, entra em cena ! É o melhor jeito de evitar a contaminação pelo vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, além de prevenir a gravidez.
“As pesquisas recentes indicam que jovens entre 13 e 19 anos têm uma vida sexualmente ativa. Se eles têm uma vida sexualmente ativa, seria uma atitude dissimulada fechar os olhos para esta realida de”, afirma a doutora em antropologia Micheline de Oliveira.
O Ministério da Saúde em parceria com o Unicef fez uma pesquisa e descobriu que os adolescentes têm dificuldade de acesso ao preservativo. Por isso, escolheu a escola para encurtar este caminho. Sem querer, criou uma polêmica: afinal, escola é lugar para distribuir camisinha?
“Neste local, onde eles estão juntos em turmas de amigos, ter este acesso de maneira, sem preconceito, sem discriminação, com facilitação, acho que é o nosso papel”, a firma o coordenador do Programa DST Aids, do Ministério da Saúde, Dirceu Grecco.
Até o início do ano que vem, pelo menos quarenta escolas públicas de três capitais brasileiras vão começar a testar as máquinas de camisinhas como a mostrada na reportagem.
Mas o que pensam os adolescentes, Os mais interessados no assunto?
“Eu não concordo com estas máquinas aqui dentro da escola, porque tem os postos de saúde que di sponibilizam. E eu acho que não é o local apropriado”, afirma um estudante Mateus Vasconcelos, de 16 anos.
“É muito mais fácil, Eu estou muito mais vezes aqui na escola do que no posto de saúde”, diz a jovem Thayna Estrela, de 15 anos.
“Dá vergonha você falar para outra pessoa o que você vai fazer. Isso daí é muito constrangedor. Seria melhor com uma máquina, que a máquina você pode contar para ela tranquilo, não dá vergonha”, comenta André Fuch, de 17 anos.
O Fantástico fez um teste e usou uma câmera escondida para observar a reação dos alunos. A máquina de camisinhas passou um dia inteiro em uma escola de Florianópolis. Veja em vídeo a curiosidade da turma.
Como o acesso vai ser liberado apenas para alunos do ensino médio, só eles receberam a senha. Usar a máquina é fácil, basta digitar os números e pronto: o preservativo sai na hora.
O interesse foi enorme. Das 300 camisinhas disponíveis, 190 foram retiradas.
Alunos, professores e pais de uma escola ainda estão discutindo, mas a maioria dos estudantes prefere que a máquina seja colocada em lugares como o banheiro.
As escolas não são obrigadas a receber a máquina, mas quem aceitar a oferta do Ministério da Saúde deve promover campanhas e discussões sobre educação sexual - assunto que gera muita polêmica!
“Eu acho que a escola não é o lugar mais apropriado para isso. Primeiro a educação sexual tem que vir de casa, dos pais”, afirma a estudante Carolina Cristina dos Santos, de 16 anos.
A discussão vai além dos muros da escola. “Eu acho que a escola é o lugar adequado que os adolescentes possam adquirir a camisinha, que muitas vezes eles não conseguem em casa”, diz o psiquiatra Francisco Baptista Neto.
Falar sobre sexo em família nem sempre é fácil. Um estudante diz que, em casa, nunca toca no assunto com os pais, “Até porque dá vergonha falar isso com os pais”, diz Lucas Ortiz, de 19 anos.
Seu Édio é pai de oito filhos e sete deles estudam na mesma escola. Todos eles teriam acesso à camisinha. Ao responder se acha que isso, de alguma forma, facilitaria a conversa sobre sexualidade dentro de casa.
“Com certeza, pelo simples fato de chegar em casa contando a novidade, eu creio que vai abrir uma discussão da família com os alunos. Isso vai provocar. Eu acho que vai vir dos filhos para com os pais, que na verdade deveria ser o contrário, dos pais para os filhos”, diz Édio dos Santos.
“Eu sou contra a distribuição da camisinha na escola pelo fato de se incentivar o início da vida sexual deles”, diz uma das mães, Andréa Voges.
Uma psicopedagoga diz que a escola já está sobrecarregada.
“Eu sou completamente contra. As escolas não estão preparadas para este passo, podendo estar banalizando o ato sexual em si, incitando essas crianças a uma vida precoce, sexual, e o passo seguinte seria perguntar agora: onde eles fariam uso destas camisinhas? Nos corredores das escolas?", diz a psicopedagoga Albertina Chraim.
Perguntamos ao jovem Thales Navarro, de 16 anos, o que ele pensaria ao ver a namorada dele com uma camisinha na mão.
“Como a cabeça do homem pensa né, que é uma guria periguete”, responde ele.
“Infelizmente, a sociedade brasileira ainda vê o uso do preservativo, da camisinha, de forma bastante preconceituosa. As pessoas ainda têm a idéia de que fazer a utilização da camisinha é alguma coisa promíscua”, afirma a antropóloga Micheline de Oliveira.
“Isso facilita o estudante a querer isso. Então, isso incita o estudante a pensar que é fácil e distancia da educação que você tem em casa”, diz Otávio Velas, de 16 anos.
“Eu não vou fazer sexo porque tem um negócio de camisinha no banheiro”, defende Thayná.
“Mas se eu quero fazer sexo, qual é o problema?”, questiona Thayná.
O debate está só começando.
Fonte: www.globo.com.br
AGORA É COM VOCÊ!!! O QUE ACHA SOBRE ESTE TEMA TÃO POLÊMICO? ESCREVA A SUA OPINIÃO A RESPEITO A FIM DE AMPLIARMOS ESTA DISCUSSÃO.
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